29 de set de 2016

Palestra: “Abrindo uma janela ao universo extremo: os raios gama” - MAST - Rio de Janeiro/RJ


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Semana Mundial do Espaço - Telescópio na Praça - Cachoeira Paulista/SP


Semana Mundial do Espaço em Ouro Preto/MG


O Instituto Federal Minas Gerais, através do projeto "O céu ao alcance de todos" convida a todos para as observações astronômicas do mês de outubro. Não percam!!

03/10/2016 – Segunda Feira – Instituto Federal Minas Gerais – Campus Itabirito
*04/10/2016 - terça-feira – Praça Tiradentes (World Space Week)
*05/10/2016 - quarta-feira – Instituto Federal Minas Gerais – Campus Ouro Preto (World Space Week)
*10/10/2016 - segunda-feira – Praça da Bauxita, Ouro Preto (World Space Week)
11/10/2016 - terça-feira – Praça Tiradentes, Ouro Preto
*20/10/2016 – Quinta – Feira – Instituto Federal Minas Gerais – Campus Ouro Preto (Semana de Ciência e Tecnologia IFMG-OP)
*Nesse mês, acontecerá um evento de astronomia no mundo todo, é o World Space Week, com isso, o projeto "O céu ao alcance de todos" estará participando e algumas observações estão cadastradas no evento. Além disso, nesse mês estaremos participando também, da semana de ciência e tecnologia do IFMG-OP.

Semana Mundial do Espaço em Maceió/AL


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A noite em que Marília viu as estrelas


(A Foto que Fala) E a fotoaquefala foi conferir de perto o evento que contou com a ilustre presença do Dr. Ivan Glaucio Paulino Lima, cientista da Associação Universitária de Pesquisas Espaciais e parceira do Centro Ames de Pesquisa da NASA. O tema principal foi astronomia e reuniu cerca de 200 pessoas simpatizantes com o assunto e curiosos também, afinal, é difícil não ficar encantado quando se admira a grandeza do universo e a beleza das estrelas.

Dr. Ivan é jovem entusiasta e durante sua palestra deu importantes dicas sobre o trabalho que está fazendo e também sobre o andamento das pesquisas espaciais. Ele está divulgando um importante concurso da NASA para crianças e jovens, até 18 anos, onde os participantes devem desenhar modelos de estações espaciais. Todos os participantes ganham um certificado pela contribuição enviada e o vencedor ganha U$ 3000 para visitar a NASA e expor a sua ideia.

Fiz anotações da sua fala e destaco algumas que me chamaram mais a atenção:
- “A NASA está de olho em todo planeta que tenha indícios de mananciais de água em sua superfície”, explicando que a água é habitat de micros organismos e, havendo água, aliada a outras condições climáticas, é certo que se pode encontrar algum tipo de vida nestes planetas;

- “A terra já passou por processos destrutivos naturais e, agora, com a intervenção do homem, a destruição da natureza, o superaquecimento devido às mudanças climáticas bruscas, entre outros fatores, é certo que estamos caminhando para outro colapso do sistema, daí a importância dos programas de pesquisa que buscam outros planetas com condições de vida. Foi mais enfático ao dizer também que: “vamos ter que nos mudar da terra, teremos que deixar o nosso berço para morar em outro planeta que reúna condições para receber a espécie humana, porém, a terra nunca deixará de ser o berço de novas civilizações.”

Após a palestra aconteceu a PRIMEIRA NOITE DE OBSERVAÇÃO ASTRONÔMICA em Marília, o primeiro evento em que o público foi convidado para observar os astros em praça pública. Simpatizantes e estudiosos da astronomia montaram seus telescópios na praça localizada ao lado do Espaço Cultural. O Grupo Regional de Astronomia de Marília (GRAMA) deu total apoio ao evento e com muita simpatia seus integrantes deram explicações sobre como utilizar os telescópios.

Nem mesmo o friozinho afastou as pessoas que formaram um enorme fila e aguardaram a vez de visualizar Saturno pelas lentes dos equipamentos. Eu contei 8 telescópios montados na calçada, alguns mais profissionais, equipado com rotor que faz o ajuste de foco automático de acordo com o movimento de rotação da terra e outros mais simples com ajuste manual. Adultos e jovens não esconderam a emoção de observar um planeta distante pela primeira vez e a iniciativa mostrou que evento pode se repetir com maior frequência e certamente vai atrair novos admiradores.

Fica a sugestão ao grupo GRAMA de dar continuidade a esta divulgação da astronomia e quem sabe já se pode pensar numa segunda noite de observação dos astros, desta vez, lá na radial leste que já foi aberta ao público. Esta região da Cascata é muito bonita e agora com a urbanização e a instalação das melhorias quem sabe a cabeceira da represa seja uma boa opção de base para os telescópios. O GRAMA tem página no Face com vasto material.

Outra dica legal que descobri nesta noite rica em novos conhecimentos é que Marília tem uma sociedade astronômica, conforme relatos do amigo Leonel Nava: “Com a denominação de Sociedade Amadora de Estudos Astronômicos Mariliense, fundou-se na cidade de Marília em 26 de fevereiro de 1963, por um grupo de pessoas interessadas no estudo dos fenômenos estelares. É uma sociedade civil, sem fins comerciais, de caráter científico e educacional, cuja finalidade é o prosseguimento desses estudos e mais a promoção de reuniões cívicas, sociais, manutenção de cursos e conferências.

O registro foi feito em 11 de novembro de 1963 sob nº 7714 pág. 90 do protocolo A2 registrado sob nº 163, pág. 126 do livro A-1 de Registro de Pessoas Jurídicas no Registro de Imóveis e anexos da 2º Circunscrição de Marília .

No início dos anos 80 em visita ao Observatório de Capricórnio em Campinas, por orientação do astrônomo Jean Nicolini aceitou-se a denominação para Sociedade Astronômica de Marília.”
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Semana Mundial do Espaço - Astronomia de Quintal e A Lua na Lente - Itaúna/MG


28 de set de 2016

Astronomia ao Meio-dia: "Astrofotografia na cidade" - IAG/USP - São Paulo/SP


Novo diretor do Inpe quer eliminar entraves e avançar com o programa espacial brasileiro

A posse aconteceu ontem (26/09)

(INPE/JC) O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, deu posse ao novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Galvão, na manhã desta segunda-feira (26), durante solenidade em comemorarão aos 55 anos do Inpe, em São José dos Campos (SP).

Escolhido pelo ministro Gilberto Kassab a partir de lista tríplice, o engenheiro de telecomunicações Ricardo Galvão é mestre em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em física de plasmas aplicada pelo Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos. Professor da Universidade de São Paulo, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física e é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências, além do Conselho da Sociedade Europeia de Física.

Na entrevista a seguir, realizada pelo Portal do MCTIC, Ricardo Galvão falou dos principais desafios do Inpe, como a redução do quadro de servidores e a recomposição orçamentária, da necessidade de sinergia com a Agência Espacial Brasileira (AEB), entre outras questões.

MCTIC: Qual é o maior desafio do Inpe?
Ricardo Galvão: Não existe um ‘maior desafio’, mas vários desafios a serem enfrentados na próxima gestão. O primeiro deles é a gravíssima situação de acentuada redução do quadro de servidores do Inpe, em particular analistas e assistentes de gestão. Enquanto alguns pesquisadores, tecnologistas e técnicos permanecem na instituição mesmo após terem atingido as condições para aposentadoria, atraídos pela participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento, até com a possibilidade de usufruir de bolsas de produtividade do CNPq em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, atrativos semelhantes não existem para o pessoal administrativo. Esta é uma situação que afeta não somente o Inpe, mas praticamente a totalidade das unidades de pesquisa do MCTIC. A solução definitiva deste problema está além da governança do diretor e exigirá uma ação integrada entre os diretores de todas as unidades e o ministério para, gradualmente, trabalhar junto ao Ministério do Planejamento para conseguir abertura de novos concursos.

MCTIC: O que é possível fazer para contornar a situação?
Ricardo Galvão: Como solução paliativa, pretendo estudar reativar propostas de incentivo para servidores que permanecem na ativa após terem atingido a condição para aposentadoria. No entanto, não estou seguro de que isto seja possível no governo federal. Continuando, o segundo desafio é certamente a questão orçamentária, neste cenário de crise econômica que afeta o País. Aqui também, embora a solução definitiva esteja além da governança do diretor, existem algumas possibilidades a serem mais bem exploradas com relação à obtenção de recursos complementares, através de programas mais ambiciosos junto às agências de fomento, como, aliás, a atual gestão implementou para a área espacial com a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], e o aumento das atividades de prestação de serviços, implementadas através da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). Neste quesito, os diferentes laboratórios do Inpe têm grande potencial, e a nova Lei 13.243/2016 [Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação] introduziu mecanismos jurídicos que facilitam bastante a prestação de serviços técnicos a instituições públicas ou privadas. Além disso, algumas coordenações do Inpe, como a de Observação da Terra, por exemplo, têm convênios com outros órgãos e agências do governo federal que promovem a entrada de recursos na instituição. Essas atividades devem ser estimuladas, desde que não sejam executadas em detrimento às de pesquisa científica e que uma parcela dos recursos obtidos seja repassada à instituição como ‘custos de manutenção e operação’.

MCTIC: O senhor mencionou a área espacial. Como é a relação com a Agência Espacial Brasileira (AEB)?
Ricardo Galvão: Esse é o terceiro desafio que temos no Inpe, ou seja, melhorar a interação com a AEB no que se refere à execução do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). O programa de satélites foi inicialmente todo desenvolvido sob a governança do Inpe. No entanto, com a publicação do Decreto 1.332, estabelecendo a Política de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), e a sanção da Lei 8.854, criando a AEB, o Inpe perdeu parcialmente a autonomia para estabelecer, de forma independente, sua política de desenvolvimento de satélites. De fato, o artigo 30 da referida lei estabelece que ‘compete à AEB executar e fazer executar a PNDAE, bem como propor as diretrizes e as ações dela decorrentes’. Como é bem conhecido na comunidade espacial brasileira, essa alteração não foi fácil e amplamente aceita pelo corpo técnico do Inpe.

MCTIC: Quais são os entraves?
Ricardo Galvão: Parece-me que parte dessas dificuldades decorre de que as competências para execução do PNAE, no que concerne objetivos científicos e técnicos, projetos conceituais e de engenharia de satélites, construção por encomenda à indústria ou a instituições governamentais, como também integração e testes, não estão ainda satisfatoriamente acordadas e detalhadas. Enquanto considero uma premissa fundamental a competência da AEB para “executar e fazer executar” o PNAE, é evidente que boa parcela da competência científica e técnica nessa área está concentrada principalmente no Inpe. Assim, se não houver perfeita integração entre a agência e o instituto, desde a fase de projeto conceitual dos satélites, é evidente que sua execução pode ser prejudicada por desconfianças e diversidade de visões. Assim, julgo essencial eliminar entraves e costurar um relacionamento construtivo e colaborativo entre o Inpe e a AEB. A equipe técnica do Inpe deverá ter participação efetiva na definição de projetos de satélites que fiquem sob sua responsabilidade, principalmente os para aplicações científicas. Em contrapartida, deverá assumir o compromisso de seguir estritamente a execução dos projetos como acordado com a AEB.

Finalmente, outro desafio importante é reverter a aparente existência de certa atitude de isolamento e independência de alguns grupos de pesquisa básica em ciência espacial do Inpe com relação a outros grupos nacionais. Especificamente, julgo que a liderança científica de unidades do MCTIC possa ser almejada somente se promover uma efetiva colaboração sinergética com outros grupos nacionais, permitindo que sua infraestrutura administrativa e técnica possa ser utilizada para viabilizar projetos científicos de maior envergadura, em particular em colaborações internacionais.

Isso ficou muito bem estabelecido no objetivo de um dos programas do Plano de Ação 2007-2010 do então Ministério da Ciência e Tecnologia, “aperfeiçoar e consolidar o papel das Unidades de Pesquisa do MCT como instituições líderes de CT&I, atuando como centros de pesquisa em áreas estratégicas, como laboratórios nacionais com instalações de maior porte e ambiente científico que atraiam a comunidade científica, como âncoras de projetos mobilizadores e redes de pesquisa …”.

Portanto é necessário estimular fortemente a pesquisa básica em ciência espacial e áreas correlatas, mas de forma coordenada, não somente entre os diversos grupos do Inpe, mas também com a comunidade externa, fazendo com que boa parte de suas instalações opere de fato como laboratórios multiusuários.

MCTIC: Falando em setor aeroespacial, está previsto para 2018 o lançamento de um novo CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Qual é o objetivo?
Ricardo Galvão: Os objetivos do CBERS estão bem definidos no Programa Nacional de Atividades Espaciais 2012 – 2021, que são ampliar a capacidade de observação e monitoramento do território nacional, além de dar continuidade e ampliar a cooperação com a China no desenvolvimento da tecnologia espacial. O CBERS 4 foi lançado com grande êxito em dezembro de 2014 e está em operação regular, operando uma câmera de muito boa resolução desenvolvida por empresa brasileira. O novo CBERS dará continuidade ao programa, aumentando a resolução das imagens obtidas.

MCTIC: O Inpe faz o monitoramento da Amazônia brasileira por satélite. Como esses dados têm ajudado a combater o desmatamento?
Ricardo Galvão: Na realidade, o Inpe tem vários programas de extrema importância para o País no que se refere ao monitoramento e preservação ambiental, como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) e Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), além do Degrad. Embora as imagens utilizadas para estes programas sejam provenientes não somente de satélites brasileiros, mas também de outras constelações de satélites, no Programa Nacional de Atividades Espaciais está programado o lançamento de satélites da série Amazônia justamente para ampliar a capacidade do País no monitoramento da região. O Amazônia 1 será um satélite inteiramente concebido e desenvolvido no País, contribuindo substancialmente para o nosso avanço no domínio da tecnologia espacial.

Inpe promoverá atividades da SNCT 2016 em parque de São José dos Campos

O evento será realizado de 17 a 23 de outubro

(INPE/JC) De 17 a 23 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) promoverá atividades de divulgação científica no âmbito da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2016. Parte da programação será no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos (SP).

Com o objetivo de popularizar a ciência e mostrar a relevância da tecnologia e inovação para o desenvolvimento do Brasil, a SNCT é realizada em todo o País sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A 13ª edição traz o tema “Ciência alimentando o Brasil”.

O Inpe desenvolve tecnologias, pesquisas e aplicações em áreas como sensoriamento remoto por satélites, meteorologia, mudanças ambientais globais, entre muitas outras, que são fundamentais para a produção de alimentos e, também, para saciar a fome de conhecimento da sociedade.

Inpe no Vicentina Aranha
A exposição “Acessar o espaço para cuidar da Terra”, com imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, poderá ser vista no Pavilhão Marina Crespi do Espaço Ciência no Parque.

Haverá palestras sobre a distribuição gratuita de imagens de satélites e a oferta de produtos e serviços meteorológicos para a sociedade, além de uma sessão de observação dos astros com telescópio portátil.

Estão ainda programadas apresentações sobre temas como “Astrobiologia: a vida no contexto cósmico”, “Introdução à Astrofísica”, “Estrelas binárias – Por que elas são tão importantes para a astronomia” e “Como Receber Sinais de Picosatélites Usando Tecnologia SDR (Rádio Definido por Software)?”.

Outra atração será a Oficina de Cubesats (sensores, atuadores e aprendendo eletrônica com cubesats), voltada a estudantes a partir do Ensino Fundamental II.

Em breve será lançado um hotsite sobre o “Inpe na SNCT 2016″, trazendo a programação completa, informações sobre datas e horários, bem como os contatos para agendamento de grupos interessados em participar das atividades.

Palestra: "Poluição Luminosa: impactos e soluções" - Foz do Iguaçu/PR


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